Prêmio aos que ainda defendem os ideais de 1932O Colar Carlos de Souza Nazareth é dedicado as personalidades que concentraram esforços para a criação de uma sociedade mais justa. Paula Cunha - - 6/7/2009 - 23h10
"O Colar Carlos de Souza Nazareth é um prêmio que ressalta os méritos pessoais e os serviços prestados à cidadania e que contr
Carol Guedes / Hype
Alencar Burti, presidente da ACSPibuíram para fortalecer os ideais que nortearam os paulistas em 1932". Assim, o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, definiu o espírito da 6ª premiação que aconteceu ontem no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na capital paulista.
Foram escolhidos pela atuação destacada na criação de uma sociedade mais justa e solidária Dom Fernando Antonio Figueiredo, bispo da Diocese de Santo Amaro; o desembargador José Renato Nalini, presidente da Academia Paulista de Letras; o desembargador Vanderci Álvares, membro efetivo do Conselho Supervisor do Sistema dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna.
A cerimônia de premiação foi pontuada pela lembrança da Revolução Constitucionalista de 1932 e pela necessidade de se olhar para o futuro. A união do Tribunal com a ACSP em ações para estimular a integração e o progresso da sociedade paulista e brasileira também foi destacada. Burti ressaltou a importância de Carlos de Souza Nazareth, presidente da ACSP no período da Revolução, sua liderança e seus sacrifícios em nome da volta da democracia ao País. "Ao cumprimentar os agraciados, desejo agradecer ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de SP, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, por acolher esta solenidade neste salão imponente, lembrando que o Judiciário paulista também teve destacada participação no movimento constitucionalista de 32", disse Burti.
Para Bellocchi, a cerimônia marca a integração do Tribunal de Justiça com a sociedade. Ele lembrou que o Tribunal abriga 360 desembargadores e três mil juízes. "Temos ao nosso lado a sociedade veterana de 1932. Hoje, São Paulo é o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Justiça é São Paulo", concluiu.
Homenagens – Os homenageados com o Colar ressaltaram a sua importância como reconhecimento de suas ações em prol da sociedade brasileira. Viviane Senna lembrou-se do irmão Ayrton Senna e que para ele não foi suficiente apenas erguer a bandeira brasileira ao vencer corridas de Fórmula 1. Para os dois, tornou-se necessário fazer mais. Por isso foi criado o Instituto Ayrton Senna (IAS), para dar oportunidades em todo o Brasil de um futuro melhor a crianças e jovens por meio da educação.
O desembargador Vanderci Álvares lembrou que a vida de todos é formada por dois ciclos: o sociofamiliar e o profissional e agradeceu a todos os que o cercaram nestas duas fases da vida para que ele realizasse seus ideais.
O desembargador José Renato Nalini, presidente da Academia Paulista de Letras (APL), lembrou a
Carol Guedes / Hype
Plateia presente no Tribunal de Justiça de SP para assistir a premiação.importância das lutas do estado de São Paulo em 1932 e agradeceu pela homenagem e premiação.
Dom Fernando ressaltou que a realização integral do ser humano é a chave para garantir a paz e pediu a Deus para que cada ato praticado no Tribunal de Justiça de SP transpareça o direito à vida, à dignidade e ao trabalho.
No final da cerimônia, o poeta Paulo Bonfim foi lembrado com a inauguração do Espaço Cultural do Tribunal que leva o seu nome. E o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, fechou o evento ressaltando a importância do movimento de 1932 "como uma luta da lei sobre a tirania".
Fonte: DCI

Nenhum comentário:
Postar um comentário