quarta-feira, 8 de julho de 2009

Viviane Senna recebe homenagem

Prêmio aos que ainda defendem os ideais de 1932
O Colar Carlos de Souza Nazareth é dedicado as personalidades que concentraram esforços para a criação de uma sociedade mais justa. Paula Cunha - - 6/7/2009 - 23h10
"O Colar Carlos de Souza Nazareth é um prêmio que ressalta os méritos pessoais e os serviços prestados à cidadania e que contr
Carol Guedes / Hype
Alencar Burti, presidente da ACSPibuíram para fortalecer os ideais que nortearam os paulistas em 1932". Assim, o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, definiu o espírito da 6ª premiação que aconteceu ontem no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na capital paulista.
Foram escolhidos pela atuação destacada na criação de uma sociedade mais justa e solidária Dom Fernando Antonio Figueiredo, bispo da Diocese de Santo Amaro; o desembargador José Renato Nalini, presidente da Academia Paulista de Letras; o desembargador Vanderci Álvares, membro efetivo do Conselho Supervisor do Sistema dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna.
A cerimônia de premiação foi pontuada pela lembrança da Revolução Constitucionalista de 1932 e pela necessidade de se olhar para o futuro. A união do Tribunal com a ACSP em ações para estimular a integração e o progresso da sociedade paulista e brasileira também foi destacada. Burti ressaltou a importância de Carlos de Souza Nazareth, presidente da ACSP no período da Revolução, sua liderança e seus sacrifícios em nome da volta da democracia ao País. "Ao cumprimentar os agraciados, desejo agradecer ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de SP, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, por acolher esta solenidade neste salão imponente, lembrando que o Judiciário paulista também teve destacada participação no movimento constitucionalista de 32", disse Burti.
Para Bellocchi, a cerimônia marca a integração do Tribunal de Justiça com a sociedade. Ele lembrou que o Tribunal abriga 360 desembargadores e três mil juízes. "Temos ao nosso lado a sociedade veterana de 1932. Hoje, São Paulo é o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Justiça é São Paulo", concluiu.
Homenagens – Os homenageados com o Colar ressaltaram a sua importância como reconhecimento de suas ações em prol da sociedade brasileira. Viviane Senna lembrou-se do irmão Ayrton Senna e que para ele não foi suficiente apenas erguer a bandeira brasileira ao vencer corridas de Fórmula 1. Para os dois, tornou-se necessário fazer mais. Por isso foi criado o Instituto Ayrton Senna (IAS), para dar oportunidades em todo o Brasil de um futuro melhor a crianças e jovens por meio da educação.
O desembargador Vanderci Álvares lembrou que a vida de todos é formada por dois ciclos: o sociofamiliar e o profissional e agradeceu a todos os que o cercaram nestas duas fases da vida para que ele realizasse seus ideais.
O desembargador José Renato Nalini, presidente da Academia Paulista de Letras (APL), lembrou a
Carol Guedes / Hype
Plateia presente no Tribunal de Justiça de SP para assistir a premiação.importância das lutas do estado de São Paulo em 1932 e agradeceu pela homenagem e premiação.
Dom Fernando ressaltou que a realização integral do ser humano é a chave para garantir a paz e pediu a Deus para que cada ato praticado no Tribunal de Justiça de SP transpareça o direito à vida, à dignidade e ao trabalho.
No final da cerimônia, o poeta Paulo Bonfim foi lembrado com a inauguração do Espaço Cultural do Tribunal que leva o seu nome. E o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, fechou o evento ressaltando a importância do movimento de 1932 "como uma luta da lei sobre a tirania".

Fonte: DCI

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Viviane Senna recebe homenagem




TJSP lembra Revolução de 32 e inaugura Espaço Cultural Paulo Bomfim

O Tribunal de Justiça de São Paulo promoveu nesta segunda-feira (6/7), no Salão do Júri do Palácio da Justiça, uma solenidade em comemoração aos 77 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 e a inauguração do Espaço Cultural “Poeta Paulo Bomfim”. Na cerimônia, os desembargadores José Renato Nalini e Vanderci Álvares, a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, e o bispo Dom Fernando Antônio Figueiredo, da Diocese de Santo Amaro, foram agraciados com o Colar “Carlos de Souza Nazareth”, instituído pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A professora Edimara Lima, ao falar pela Comissão Cívico-Cultural da Associação Comercial de São Paulo, destacou que a cerimônia “honra a memória de Carlos Nazareth para homenagear figuras ilustres da contemporaneidade”. Ainda segundo a professora, “os heróis de 32 lutaram pela constitucionalidade, e os heróis de 2009 lutam pelo usufruto da constitucionalidade”. Em seguida, o presidente da ACSP, Alencar Burti, cumprimentou os homenageados e falou sobre os ideais democráticos e constitucionalistas da Revolução de 1932. Após receberem o Colar “Carlos de Souza Nazareth”, Viviane Senna, o desembargador Vanderci Álvares e o bispo Dom Fernando Antônio Figueiredo agradeceram o recebimento da honraria. Já o poeta Paulo Bomfim, após dizer palavras de agradecimento ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Vallim Bellocchi, pela inauguração do Espaço Cultural Poeta “Paulo Bomfim”, recitou um poema em alusão à Revolução de 1932:“Minha terra paulista de onde partiram tantos passos inventores do Brasil!Ah! São Paulo bandeirante, com a saga de meus mortos vem voltando lá do sertão!Ah! Meu São Paulo dos cafezais cor de esmeraldas, semeando cidades e ferrovias garimpeiras do horizonte.Ah! Meu São Paulo de 32, percorrendo os trilhos do Trem Blindado, dando sua vida por um ideal.Falam os numes tutelares deste Tribunal na saudade e na esperança de um povo.No universo paralelo onde gestos são verdades, Manuel da Costa Manso e Carlos de Souza Nazareth prosseguem irmanados sob a Bandeira Paulista.Setenta e sete anos são passados e o pequeno escoteiro de 32 acampa agora, para sempre, no coração do Tribunal de Justiça.Ah! Meu São Paulo de eternidade!” Representando o governador do Estado, o secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antônio Guimarães Marrey, cumprimentou o TJSP e a Associação Comercial de São Paulo pela “feliz iniciativa de realizar essa solenidade no Salão do Júri, que está à altura dos seus homenageados”. Felicitou também a sensibilidade do Tribunal por inaugurar um espaço cultural com o nome de Paulo Bomfim, “uma das pessoas mais queridas deste Estado”. Ao encerrar a cerimônia, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, falou sobre o piloto Ayrton Senna: “Foi-se jovem, mas deixou uma herança magnífica por meio de sua irmã e de seus familiares”. “O Tribunal de Justiça está se integrando à sociedade, abrindo suas portas a vários eventos, realizados desde o início do ano passado. É com orgulho que comemoramos mais um aniversário da Revolução Constitucionalista de 32 nesta sala, onde Ibrahim Nobre desafiou a ditadura de Vargas”, afirmou o presidente, que também citou a inauguração do Espaço Cultural “Poeta Paulo Bomfim” como uma forma de se fazer justiça “ao maior poeta vivo do Brasil”.
O colarCriada em 2002, a Comissão Cívico-Cultural da Associação Comercial de São Paulo tem entre seus objetivos a instituição de uma honraria destinada a homenagear pessoas físicas e jurídicas que se destacam pela prática de ações relevantes em prol do bem comum. Neste mesmo ano ficou decidido que essa honraria seria concedida na forma de um colar, que levaria o nome de Carlos de Souza Nazareth.
Carlos de Souza NazarethEm 1932, era um jovem empresário de 33 anos que tomou posse na presidência da Associação Comercial de São Paulo, no mesmo ano em que eclodiu o Movimento Constitucionalista. Foi quando engajou a entidade na luta pela reconstitucionalização do País, arrecadando recursos, chamando voluntários e organizando a logística do movimento. Após a derrota militar paulista, foi preso e deportado para Portugal, retornando ao somente dois anos depois, com a consolidação da legalidade no Brasil, quando foi eleito deputado. No entanto, deixou definitivamente a vida política com o golpe de Getúlio Vargas em novembro de 1937. Carlos de Souza Nazareth morreu em 28 de março de 1951, aos 52 anos de idade.



Fonte TJSP